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Cirurgias no SUS: procedimentos que podem melhorar a vida do deficiente físico

Saúde

Após uma lesão na medula, a vida do paciente pode perder o sentido devido a falta dos movimentos. Entretanto, o ponto final está longe de chegar. Existem vários estudos sendo executados no mundo inteiro, além de pequenos procedimentos gratuitos que são realizados no Sistema Único de Saúde (SUS) que podem, além de melhorar a qualidade de vida do deficiente físico, renovar a esperança de uma vivência mais saudável.

 

Quem compartilha dessa esperança é o Dr. Marcílio Lemos Damasceno, neurocirurgião de Belo Horizonte. Com foco nos lesados medulares, o médico procura soluções que podem melhorar a vida dos deficientes físicos. “Nós precisamos tirar o rótulo de que o lesado medular nunca mais terá os movimentos. A medicina está evoluindo e devemos falar que a pessoa está, momentaneamente, sem os movimentos”.

 

Enquanto os estudos com células-tronco, exoesqueletos e neuroestimuladores caminham, existem pequenos procedimentos que podem melhorar a vida do paciente. “O SUS oferece gratuitamente cirurgias que são chamadas de neurotizações. Os procedimentos se resumem em utilizar de um nervo sadio para outro que está lesado”, explicou o médico. Algumas das cirurgias podem evitar problemas às pessoas com deficiência física como a infecção urinária, feridas e outras.

 

“É comum pensar que alguns procedimentos são simples ou pequenos, mas para quem tem uma lesão, é um grande ganho. Por exemplo: utilizando de um nervo sadio, você consegue melhorar o controle urinário e fecal de um paraplégico, que acaba perdendo essa sensibilidade”. A utilização deste procedimento pode, além de recuperar tal controle, pode dispensar o uso de fraldas ou de sondas pelos deficientes.

 

O neurocirurgião também explicou que é possível fazer procedimentos similares em tetraplégicos. “Suponhamos que um lesado medular tetraplégico ficou com um pequeno movimento de ombro e bíceps, mas sem movimento da mão. É possível utilizar um nervo sadio e transpor para a parte baixa do plexo braquial, possibilitando que esse paciente possa utilizar de um celular digitando ou mesmo trocar o canal com um controle de TV”.

 

Ambos os procedimentos não exigem uma grande burocracia no SUS e podem facilitar a vida do deficiente físico. Os ganhos serão responsáveis por simplificar a vida do PCD, aumentando a sua qualidade de vida. Nas palavras de Dr. Marcílio, “nós temos que ter esperança e vamos tentar algum procedimento para quebrar barreiras enfrentadas todos os dias.

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Comentários:

Daniel Bueno Dias:
Sou paraplégico com lesão medular parcial nas vértebras T12 e L 1, pegando a medula na altura de L3. Com muito treino e dedicação estou conseguindo ter ganhos em certos musculos. Minha parapligia é baixa. Gostaria de saber mais a respeito da operação.

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